Processionária do pinheiro: o perigo que chega no fim do inverno
As lagartas que descem dos pinheiros em fila podem causar lesões graves na boca do cão. Saiba quando aparecem, como reconhecer e o que fazer se houver contacto.
Quem passeia o cão perto de pinhais já deve ter visto: lagartas peludas que andam em fila indiana pelo chão, como uma procissão. É a processionária do pinheiro, e é um dos perigos mais sérios dos passeios em Portugal.
Quando aparecem
Durante o outono e o inverno, as lagartas vivem em ninhos brancos, parecidos com algodão, no topo dos pinheiros e dos cedros. No fim do inverno e início da primavera (normalmente entre janeiro e abril, mais cedo nos anos quentes) descem à terra em fila para se enterrarem. É nessa altura que o risco é maior.
Porque são tão perigosas
O corpo das lagartas está coberto de pelos muito finos com uma substância urticante. Os cães, curiosos, cheiram-nas ou lambem-nas, e os pelos ficam espetados na língua, na boca e no focinho. Basta o contacto: não é preciso o cão comer a lagarta. Os pelos também se soltam no ar e no chão por onde a procissão passou.
Sinais de contacto
- Salivação abundante, de repente
- Coçar ou esfregar o focinho com as patas
- Língua inchada, vermelha ou com manchas escuras
- Lábios e focinho inchados
- Vómitos e dificuldade em engolir ou respirar
É uma urgência
Vá de imediato ao veterinário. Pelo caminho, se conseguir, lave a boca do cão com muita água corrente, sem esfregar (esfregar parte os pelos e liberta mais substância). Não toque na zona com as mãos desprotegidas. Sem tratamento rápido, parte da língua pode ficar necrosada.
Como prevenir
- Entre janeiro e abril, evite passear em pinhais ou junto a pinheiros com ninhos.
- Use trela curta em zonas de risco e esteja atento ao chão.
- Se tiver pinheiros em casa, peça à câmara municipal ou a uma empresa especializada para retirar os ninhos no outono. Não o faça sozinho.
- As pessoas também reagem aos pelos: as crianças não devem mexer nas lagartas.
Os conselhos deste blog são informativos e não substituem a consulta com um médico veterinário.
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